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Produtor de morangos lucra com vendas por WhatsApp

Com site e investimento em publicidade online, agricultor consegue vender 100% da safra antes mesmo da colheita.

Há 18 anos, o negócio da família de Júlio César de Sá é a produção de morangos, mas, com a ajuda da internet, em 2013 ele viu as vendas do Pádua HortiFruti – marca da família – deslancharem. Com a criação de um site para divulgar a venda dos morangos produzidos na fazenda de três hectares localizada em Jurinú (SP), ele passou a vender 100% da produção antes mesmo da colheita.

O negócio online deu tão certo que, em 2015, o produtor passou a atender os clientes também por meio do aplicativo WhatsApp. Segundo ele, esse já é o principal canal de vendas. “Eu recebo muita coisa pelo whatsApp, os pedidos são feitos por lá”, diz. Como se não bastasse vender pela rede social, ele garante um atendimento 24 horas e os clientes levam o serviço a sério. “Foi despretensioso, mas nós recebemos mensagens às 5h da manhã, às vezes às 22h, de pessoas perguntando como está a cotação dos morangos”, conta.

Em vez de vender exclusivamente para varejistas, Sá passou a entregar morangos diretamente para restaurantes, hotéis, sorveterias, docerias e revendedores de Jundiaí, Campinas e da capital paulista. Aí está a grande vantagem. Ele explica que, se fosse vender os morangos para a Central Estadual de Abastecimento (Ceasa), cada caixa sairia por R$ 3,50. O setor varejista pagaria R$ 5,50, enquanto que na comercialização direta ele fatura o dobro, com o preço de R$ 7 pela caixa do produto. “O custo de produção é o mesmo, você tem que ver o quanto cada venda impacta no seu negócio”, diz.

O produtor gasta R$ 150 por mês com publicidade nas mídias digitais e acredita que a grande vantagem da rede é a democratização do segmento. “A internet deixa todo mundo no mesmo nível, não há distinção entre grande, médio ou pequeno produtor”, diz. A entrada no mundo digital foi uma tentativa sem grandes estudos e ele recomenda que outros produtores não tenham medo de investir na internet. “Está dando certo. Pegue e faça, eu falo isso porque quero que as pessoas se encorajem”, diz Sá. Em 2015, quase 100% da produção de morangos foi comercializada via whatsApp. Apenas 10 mil caixas foram vendidas na 35ª Festa das Flores e Morangos de Atibaia durante o mês de setembro.

Atualmente, todos os clientes da empresa chegaram até o produtor por meio do site. “Nós temos mais pedido do que produção”, conta. Para atender cada vez mais clientes, Sá está investindo em estufas que devem aumentar a produção e estender a colheita por mais tempo. Na próxima safra, ele vai continuar com a produção tradicional, com cultivo no solo, mas 25% da colheita será em estufa. A ideia é aumentar a produção em estufa gradativamente, avançar para 50% na safra 2018 e atingir 100% da produção em estufa na safra de 2019. A estufa está sendo construída por conta própria, com estrutura de eucalipto, e tem um custo médio de R$ 400 por metro quadrado, enquanto uma estufa profissional custaria, em média, R$ 1.100 por metro quadrado.

Além de vender morangos e amoras, o Pádua HortiFruti encontrou outro negócio no turismo rural. O agricultor conta que as porteiras do sítio já estão abertas para visitação há mais de uma década, mas as visitas de turistas eram escassas e informais. A internet turbinou a divulgação do negócio e, agora, todo sábado eles recebem grupos de 15 a 20 de visitantes para o tour que apresenta o processo de produção das frutas.

 
 
 
 
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